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Endometriose Intestinal: conheça a doença

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A endometriose intestinal é definida quando a doença atinge a camada muscular do intestino. Se existirem somente aderências, a doença é considerada superficial.

A endometriose no intestino é a segunda forma mais comum da endometriose profunda, ficando atrás somente da endometriose localizada na região retrocervical, incluindo os ligamentos útero-sacros.

Os locais mais comuns da endometriose no intestino são:

  • Reto 70%;
  • Sigmoide 15%;
  • Apêndice 6%;
  • Íleo 5%;
  • Ceco 4%.

São sintomas da endometriose intestinal?

  • Dor para evacuar durante o período menstrual (sintoma mais comum);
  • Diarreia ou constipação na menstruação;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Sangramento pelas fezes  no período menstrual (pouco comum e geralmente em casos de doença muito avançada).

Sintomas da endometriose que acompanham a endometriose intestinal

Quase todas as mulheres com endometriose intestinal apresentam lesões de endometriose profunda em outros locais da pelve e por isso outros sintomas estão geralmente presentes.

Os principais sintomas relacionados com a endometriose intestinal são:

  • Cólica menstrual forte;
  • Dor na relação sexual;
  • Dor para urinar durante o período menstrual;
  • Distensão abdominal;
  • Fadiga crônica.

 

Como diagnosticar a endometriose no intestino

O melhor exame para o diagnóstico da endometriose no intestino é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, que quando realizado por profissional capacitado, consegue detectar praticamente 100% das lesões.

O segundo melhor exame é a ressonância magnética, que também deve ser realizado com preparo intestinal e por radiologista especialista em endometriose, do contrário, os resultados são ruins.

A vantagem do ultrassom transvaginal com preparo intestinal em relação a ressonância magnética é a maior capacidade de detectar as diferentes camadas acometidas pela doença e a porcentagem da circunferência acometida, possibilitando ao ginecologista o tratamento específico para cada tipo de doença no intestino.

Tratamento para a endometriose no intestino

Segundo o Ginecologista especialista em endometriose Dr. Fernando Guastella, 70% das mulheres com endometriose no intestino respondem bem ao tratamento clínico e, por isso, não devem ser operadas.

A principal indicação para a cirurgia de endometriose no intestino é a falha no tratamento clínico, ou ainda, sinais de obstrução intestinal.

Existem três tipos de cirurgia que podem ser realizadas, dependendo do tamanho da lesão e das camadas acometidas.

Segundo o Dr. Fernando Guastella, quando a lesão acomete somente a camada muscular externa, é possível fazer uma raspagem, sem a necessidade de tirar um pedaço do intestino (shaving).

Quando a lesão é mais profunda e acomete a submucosa, se a medida da endometriose for menor que 3 cm e envolvendo até 30% da circunferência da alça, é possível fazer um disco, sem a necessidade de ressecção segmentar.

Quando a endometriose intestinal é maior que 3 cm ou envolve mais que 30% da circunferência, o tratamento cirúrgico quando indicado, deve ser a retirada de um pequeno segmento do intestino.

Por esse motivo, o ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o melhor exame para a avaliação da endometriose no intestino e deve ser solicitado antes de qualquer tratamento cirúrgico.

A Humanize Diagnósticos é uma clínica especializada, com profissionais qualificados que realizam o diagnóstico e tratamento da endometriose intestinal. Agende e conte com nossos especialistas.

Referências bibliográficas

  1. Comparação entre exame clínico, ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética para o diagnóstico de endometriose profunda. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17947378/
  2. Acurácia do Ultrassom Transvaginal para Diagnóstico de Endometriose Profunda no Retossigmoide: Revisão Sistemática e Meta-Análise. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26213903/
  3. Abordagem sistemática da avaliação ultrassonográfica da pelve em mulheres com suspeita de endometriose, incluindo termos, definições e medidas: uma opinião de consenso do grupo International de Analise da Endometriose Profunda (IDEA). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27349699/
  4. Diagnóstico por ultrassom de endometriose e adenomiose: estado da arte. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29506961/
  5. Ultrassonografia para Endometriose Profunda Infiltrativa e Ovariana. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28076877/

Artigo publicado por Dra. Aline Mormilo Borges CRM 120.044

Sites interessantes sobre o tema em inglês

  1. Medicalnewstoday;
  2. Sydneycare;
  3. Everydayhealth;

Endometriosis-uk.

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Conheça a Dra. Gessiane Pereira

Formação

Nutricionista formada pela Universidade paulista – Sp
Pós graduação em nutrição esportiva, estética e saúde da mulher

Área de atuação


Atuo nas áreas esportiva e saúde da mulher.

Propósito

Mais do que apenas cuidar da alimentação, o profissional da nutrição precisa atuar na área do bem-estar e saúde, de forma leve, paciente e acolhedora, com comida de verdade e muito amor. É nisso que acredito e é assim que trabalho com meus pacientes!

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Conheça o Dr. Thiago Nóbrega

Formação

Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (FCMPB).

Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Especialista em Endocrinologia Ginecológica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

Especialista em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

Principais áreas de atuação:

– Doenças endócrino-ginecológicas: Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), irregularidade ou ausência da menstruação
– Contracepção (DIUs e Implante)
– Climatério e Menopausa
– Reposição Hormonal
– Reprodução Humana

Propósito

Contribuir para disseminação de informações e soluções para preservação da fertilidade, desmistificando tabus e preconceitos, permitindo melhor programação do futuro reprodutivo.

Ajudar pessoas com dificuldade de engravidar na caminhada desafiadora da infertilidade, de forma humana e empática, baseado nos pilares das melhores evidências científicas atuais.

Viabilizar para diversos grupos e modelos familiares, através da doação de gametas ou cessão uterina, o exercício da parentalidade e do amor genuíno.

Cuidar da saúde da mulher na transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva, momento repleto de desafios físicos e emocionais, atento à medicina baseada em evidências, que tem consolidado a Terapia Hormonal como ferramenta importante na manutenção do bem estar e da saúde óssea e cardiovascular da mulher no pós-menopausa.